quarta-feira

Saudades


Saudades! Sim... Talvez... e porque não?...

Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte.

Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?...

Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe.

Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar.

Mais a saudade andasse presa a mim! (Florbela)

Nenhum comentário:

Postar um comentário